Gostaria de me preocupar menos
De expressar menos
De sorrir mais
Gostaria de enrugar menos
De chorar menos
De pular mais
Gostaria de desligar as vozes
De noticiários menos
De arte mais
Gostaria de desligar posses
De comandos menos
De sambar mais
Quero ver os palhaços nos terreiros
Rio de lágirmas alegres em Janeiro
Atabaque`n`roll verdadeiro
Me banho em teus pés e peço
Novos ventres geram novas mentes
Me renovo e me despeço
Águas passadas não me levam a frente
Me estresso menos
E ajo mais
Me adio menos
Avanço mais
Friday, December 29, 2006
Wednesday, December 27, 2006
Considerações Natalinas
Véspera de Natal, telefone toca, e do outro lado da linha o amigo empolgado:
- Feliz Natal, caaraaa! Tudo de bom pra você e pro pessoal aí!
- Vai pra puta que o pariu!
- Que? Tá maluco, irmãozinho?
- Maluco porra nenhuma, tu fica quase 2 anos sem me ligar e agora vem com esse papo de"Feliz Natal"?
- Poxa, cara... não precisa...
- Não precisa é o escambau, além do mais o que siginifca "Feliz Natal"? Quando você diz "Feliz Ano Novo", você deseja um ótimo ano pr`aquela pessoa e tal...
mas "Feliz Natal" não significa nada...
- É, você tem razão...
- E mais, Natal pra mim é uma data católica e capitalista-consumista... como não sou nem um e nem outro, então qualquer comemoração, pra mim, é totalmente dispensável...
- Aí, irmãozinho...
- O que?
- Vai pra puta que te pariu você também!
- Alô?
-Tu-tu-tu-tu-tu...
- Feliz Natal, caaraaa! Tudo de bom pra você e pro pessoal aí!
- Vai pra puta que o pariu!
- Que? Tá maluco, irmãozinho?
- Maluco porra nenhuma, tu fica quase 2 anos sem me ligar e agora vem com esse papo de"Feliz Natal"?
- Poxa, cara... não precisa...
- Não precisa é o escambau, além do mais o que siginifca "Feliz Natal"? Quando você diz "Feliz Ano Novo", você deseja um ótimo ano pr`aquela pessoa e tal...
mas "Feliz Natal" não significa nada...
- É, você tem razão...
- E mais, Natal pra mim é uma data católica e capitalista-consumista... como não sou nem um e nem outro, então qualquer comemoração, pra mim, é totalmente dispensável...
- Aí, irmãozinho...
- O que?
- Vai pra puta que te pariu você também!
- Alô?
-Tu-tu-tu-tu-tu...
Monday, December 18, 2006
Pezadello

"...as vozes ainda pertubam e confundem
No fechar dos olhos, cenário cotidiano
Asfalto, cimento e corpos imovéis deixam recado
Talvez rotina, mas ainda me acelra os batimentos...
...sim, tive um sonho ruim e acordei chorando
Porém não te liguei como naquela canção
O som das horas que distanciam relembram o óbvio:
Seu colo já não é o meu melhor recanto..."
Wednesday, December 06, 2006
Pelo Lado Direito
Tum, titum, titum-tum!
É buzina, sirene e apito do guarda de farda cinza como o asfalto quente. É música enlatada no som do carro do playboy, é "tio, me dá um trocado, aí!" e "3 devedê por 10". É pedestre na rua, carro na calçada, mas atravesse na faixa e dê preferênica para idosos e gestantes! Próxima estação: panfleto de puteiro, panfleto de "dinheiro fácil", quem disse que não dá? Pois se não der que "deus lhe pague"!
Che Guevaras almoçam no fast food, enquanto patricinhas compram no ambulante. O executivo faz sua fézinha no jogo do bicho enquanto o muçulmano acende vela pra São Jorge sem agredir Alah.
Tic-tac! Tic-tac! Tic-tac!
Muita calma nessa hora... do rush! É um esbarra aqui, desvia ali, criança segura no pai suado que pega, estica e puxa sua mão com o mesmo fervor da evangélica que carrega a bíblia surrada.
Sinal fechou... e lá se vão mulheres importantes, universitários perdidos, bundas rebolativas, paletós amarrotados com maletas de papéis da bolsa de valores da vida tão ordinária quanto o camelô que ganha mais do que o médico daquele hospital público ao lado da igreja da chacina de 93!
Biiip! Bééééhn! Pããã!
Sinal abriu e lá se vão latas-velhas, ônibus lotados, motos barulhentas, carros populares, importados à prova de bala e a prova de gente! E assim vão preenchendo as veias e artérias de cimento de uma cidade combalida que fabrica stress em forma de marra disfarçada em canções que dizem que não gostamos de sinal fechado.
Reduza a (minha) velocidade! Meu cérebro agradece às pernas pelos passos cadênciados. Mais calmo, paro e reparo que meus olhos estão surdos de fumaça! Céu, Quero um pedaço de! Em meio a tantos prédios que arranham, não raciocino nenhum trocadilho infâme capaz de prencher mais um parágrafo!
Desacelero.
É buzina, sirene e apito do guarda de farda cinza como o asfalto quente. É música enlatada no som do carro do playboy, é "tio, me dá um trocado, aí!" e "3 devedê por 10". É pedestre na rua, carro na calçada, mas atravesse na faixa e dê preferênica para idosos e gestantes! Próxima estação: panfleto de puteiro, panfleto de "dinheiro fácil", quem disse que não dá? Pois se não der que "deus lhe pague"!
Che Guevaras almoçam no fast food, enquanto patricinhas compram no ambulante. O executivo faz sua fézinha no jogo do bicho enquanto o muçulmano acende vela pra São Jorge sem agredir Alah.
Tic-tac! Tic-tac! Tic-tac!
Muita calma nessa hora... do rush! É um esbarra aqui, desvia ali, criança segura no pai suado que pega, estica e puxa sua mão com o mesmo fervor da evangélica que carrega a bíblia surrada.
Sinal fechou... e lá se vão mulheres importantes, universitários perdidos, bundas rebolativas, paletós amarrotados com maletas de papéis da bolsa de valores da vida tão ordinária quanto o camelô que ganha mais do que o médico daquele hospital público ao lado da igreja da chacina de 93!
Biiip! Bééééhn! Pããã!
Sinal abriu e lá se vão latas-velhas, ônibus lotados, motos barulhentas, carros populares, importados à prova de bala e a prova de gente! E assim vão preenchendo as veias e artérias de cimento de uma cidade combalida que fabrica stress em forma de marra disfarçada em canções que dizem que não gostamos de sinal fechado.
Reduza a (minha) velocidade! Meu cérebro agradece às pernas pelos passos cadênciados. Mais calmo, paro e reparo que meus olhos estão surdos de fumaça! Céu, Quero um pedaço de! Em meio a tantos prédios que arranham, não raciocino nenhum trocadilho infâme capaz de prencher mais um parágrafo!
Desacelero.
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