Rua de sexta me chama, mas não vou.
Telefone toca por meu nome, mas não estou.
Prefiro a brisa da varanda, mais um gole e o próximo parágrafo.
Começo a te descobrir de dentro para fora.
Naquilo que mais te encanta.
Naquilo que me fascinou em ti.
Começo a te despir de dentro para fora.
Pelas entrelinhas do autor.
Pelas indas e vindas do amor.
Agora já não tenho pressa.
Reinvento o tempo e atravesso as páginas.
Reconsidero nossos atos por alheias palavras.
Estou submerso em amores leves como chumbo.
Ou pesados como pluma? Cabe a nós a decisão.
Subverto a ordem dos fatos, mas não a lógica.
O que teríamos em comum com eles?
Tudo, nada? Rio de Janeiro ou Praga?
Ah, o eu-lírico! Você pediria pra eu não me importar.
E não me importo, não mesmo.
Lendo e relendo trago suas palavras pra perto.
Logo trago você, ou pelo menos partes.
No comments:
Post a Comment