E eu que sempre fui de fazer passeata.
Que já fui protesto, que já fui manifestação.
Eu que sempre fui pra rua.
Que já fui barulho, que já fui reivindicação.
Eu que sempre fui de luta.
Hoje creio no silêncio como melhor forma de protesto.
Tuesday, November 21, 2006
Wednesday, November 15, 2006
Recado do Reino (Não Chores)
Não chores pequena princesa.
Sabes o que diriam ao ver-te com os olhos cheios de lágrimas.
Aquele reino avermelhado, de duas entradas e duas saídas, ainda é seu.
Como tu bem sabes, a vida naquele povoado precisa seguir.
Há música no coreto, não como antes, mas há.
Não chores linda princesa.
Sabes que diriam que tu choras baixinho feito criança.
Aquele reino que te abraçou e aplaudiu ainda está de portões abertos.
Como tu bem sabes, aquele povo já passou por poucas e boas.
O bobo da côrte ainda faz graça, não como antes, mas faz.
Não chores princesa.
Sabes que quando choras, choram com você.
Aquele reino vermelho que te abraçou ainda é seu.
Como tu bem sabes o povo quer seguir em sua companhia.
Há música, há o bobo, não como antes, mas há.
Sabes o que diriam ao ver-te com os olhos cheios de lágrimas.
Aquele reino avermelhado, de duas entradas e duas saídas, ainda é seu.
Como tu bem sabes, a vida naquele povoado precisa seguir.
Há música no coreto, não como antes, mas há.
Não chores linda princesa.
Sabes que diriam que tu choras baixinho feito criança.
Aquele reino que te abraçou e aplaudiu ainda está de portões abertos.
Como tu bem sabes, aquele povo já passou por poucas e boas.
O bobo da côrte ainda faz graça, não como antes, mas faz.
Não chores princesa.
Sabes que quando choras, choram com você.
Aquele reino vermelho que te abraçou ainda é seu.
Como tu bem sabes o povo quer seguir em sua companhia.
Há música, há o bobo, não como antes, mas há.
Tuesday, November 14, 2006
Avesso
Rua de sexta me chama, mas não vou.
Telefone toca por meu nome, mas não estou.
Prefiro a brisa da varanda, mais um gole e o próximo parágrafo.
Começo a te descobrir de dentro para fora.
Naquilo que mais te encanta.
Naquilo que me fascinou em ti.
Começo a te despir de dentro para fora.
Pelas entrelinhas do autor.
Pelas indas e vindas do amor.
Agora já não tenho pressa.
Reinvento o tempo e atravesso as páginas.
Reconsidero nossos atos por alheias palavras.
Estou submerso em amores leves como chumbo.
Ou pesados como pluma? Cabe a nós a decisão.
Subverto a ordem dos fatos, mas não a lógica.
O que teríamos em comum com eles?
Tudo, nada? Rio de Janeiro ou Praga?
Ah, o eu-lírico! Você pediria pra eu não me importar.
E não me importo, não mesmo.
Lendo e relendo trago suas palavras pra perto.
Logo trago você, ou pelo menos partes.
Telefone toca por meu nome, mas não estou.
Prefiro a brisa da varanda, mais um gole e o próximo parágrafo.
Começo a te descobrir de dentro para fora.
Naquilo que mais te encanta.
Naquilo que me fascinou em ti.
Começo a te despir de dentro para fora.
Pelas entrelinhas do autor.
Pelas indas e vindas do amor.
Agora já não tenho pressa.
Reinvento o tempo e atravesso as páginas.
Reconsidero nossos atos por alheias palavras.
Estou submerso em amores leves como chumbo.
Ou pesados como pluma? Cabe a nós a decisão.
Subverto a ordem dos fatos, mas não a lógica.
O que teríamos em comum com eles?
Tudo, nada? Rio de Janeiro ou Praga?
Ah, o eu-lírico! Você pediria pra eu não me importar.
E não me importo, não mesmo.
Lendo e relendo trago suas palavras pra perto.
Logo trago você, ou pelo menos partes.
Thursday, November 09, 2006
Pés Molhados
Em uma praia daquela cidade, 1:43 da madruga.
Ele lá sentando, olhando como fica bonito o mar a noite.
As ondas que quebravam lindas e assustadoras, ganham outro contorno a noite. É diferente, tudo ganha uma nova ótica no silêncio da brisa noturna que sopra suave. É possível relaxar, é possível analisar até mesmo as ondas que se misturam ou as que começam e não terminam.
Fica bonito ele lá sentado a noite, olhando o mar.
As ondas nunca se repetem, nunca. Os ventos mudam, e por mais parecidos que sejam nunca gerarão a mesma onda. A noite você percebe isso, não há buzinas, não há pressa nos passos, não há fumaça, não há (a sensação de) violência pra te confudir. É possível voltar no tempo e relembrar de ondas que já te derrubaram, que te banharam ou até mesmo as primeiras ondas que você viu.
A noite fica bonito, o mar, ele sentado olhando.
As ondas nos ensinam. Se você não aprende com o mar por bem, aprende por mal. Quem nada contra a corrente se cansa, quem abusa se afoga, quem tem medo não observa suas belezas.
Saiba que não é possível olhar a superfície e o horizonte ao mesmo tempo. Tão pouco você será capaz de vir a tona para respirar e admirar a beleza que ele esconde em suas profundezas simultaneamente. Ache o meio termo e desfrute.
Sente na areia, tire o seu calçado, desligue o celular e pare alguns segundos de frente pro mar. Não diga nada, até porque não é necessário. O mar conversará com você, pelo menos com ele foi assim.
Ele lá sentando, olhando como fica bonito o mar a noite.
As ondas que quebravam lindas e assustadoras, ganham outro contorno a noite. É diferente, tudo ganha uma nova ótica no silêncio da brisa noturna que sopra suave. É possível relaxar, é possível analisar até mesmo as ondas que se misturam ou as que começam e não terminam.
Fica bonito ele lá sentado a noite, olhando o mar.
As ondas nunca se repetem, nunca. Os ventos mudam, e por mais parecidos que sejam nunca gerarão a mesma onda. A noite você percebe isso, não há buzinas, não há pressa nos passos, não há fumaça, não há (a sensação de) violência pra te confudir. É possível voltar no tempo e relembrar de ondas que já te derrubaram, que te banharam ou até mesmo as primeiras ondas que você viu.
A noite fica bonito, o mar, ele sentado olhando.
As ondas nos ensinam. Se você não aprende com o mar por bem, aprende por mal. Quem nada contra a corrente se cansa, quem abusa se afoga, quem tem medo não observa suas belezas.
Saiba que não é possível olhar a superfície e o horizonte ao mesmo tempo. Tão pouco você será capaz de vir a tona para respirar e admirar a beleza que ele esconde em suas profundezas simultaneamente. Ache o meio termo e desfrute.
Sente na areia, tire o seu calçado, desligue o celular e pare alguns segundos de frente pro mar. Não diga nada, até porque não é necessário. O mar conversará com você, pelo menos com ele foi assim.
Subscribe to:
Comments (Atom)